Da convivência diária com aqueles que se crêem malandros, percebe-se a idéia da casta detentora dos meandros cotidianos, cujo destino é pajear-nos como no pré-escolar.
Não é preciso contrariar o aquecimento global, para suspeitar dos pareceres indicando apenas malefícios.
Aqueles garbosos e prolixos blogs, de cujos artigos pululam citações e línguas para comentários e discussões de camarote, dão urticária pelo excesso de erudição. Paciência? Erosão.
Todo mundo se levando a sério demais.
Reunidos em protesto, é capaz dos Países Latino-Americanos descerem para incendiar ônibus.
BBC, 22 de Outubro: Franceses lançam ‘Le Vin de Merde’
Hora do Brasil responder a pirataria.
Das loas tecidas à Laura Linney, reforço o apreço pelas curvas do rosto; o belo queixo e as maçãs que explodem para puxar pelo sorriso alheio. E que olhos.
Sobre a falência da trindade automobilística estadunidense – consumada ou não; mas constatada –, é importante compreender seu desdobramento para com outros ícones, como a própria cinematografia, dela dependente.
E se há produção da qual devem ser orgulhar, sugiro “De volta para o Futuro”.
Blue Bus, 18 de Dezembro: Carla Bruni será indenizada por foto nua em sacolas
O saco pede, o saco faz.
Como justificar o indulto festivo diante de uma realidade carcerária que, pela flacidez das condenações críticas e a rigidez das primárias, restringe as variantes penais já enclausuradas pela hospedagem medieval? Neste grosso e misturado caldo, o bônus serve de mera e tragicômica política para inglês ver. É mais importante rever sentenças e privilégios, dando vida útil e produtiva – ainda que restritiva – aos vacilos que não justificam restrições abusivas.
Pela barba, o chapéu e a roupa monocromática, diria que Papai Noel é um Católico Ortodoxo.
Quando o Luli Radfahrer refere-se à penetração da Internet brasileira pela função telefônica, você lembra das filas de Natal. É a falsa inclusão digital, uma nova aprovação automática.
Tão natural quanto apontarem uma preferência obscura, é a constatação da unanimidade daqueles principais. É a verdade que fica na lateral da porta.
O lamento audiovisual caracteriza os últimos vinte anos, sugerindo uma ausência da confrontação que interna e historicamente nos molda. Exageramos nos remédios, nas terapias e pandemias, talvez em uma ressaca pela má digestão progressiva da história. E tendemos às grandes vítimas de nós mesmos, das trivialidades que a vida impõe, e que parecemos encarar de joelheira.
* Liv.
Banalizado pelas abordagens inócuas, o elogio acaba retido quando crucial. E, com a recusa dela, só me resta o lamento.
Evito sacrifícios que pareçam a resposta anglo-saxã à culpa e vitimização latinas. A contraprodução, ainda que em diferentes estágios, é a mesma.
Lord Longford, Superbad e Mad Men: Inadvertidamente e quase em seqüência, dois filmes e um seriado com referências ao Brasil, de viagens a uniformes. Moda?
A imprensa poderia reaproveitar sempre o material de fim de ano, e ninguém perceberia.
– Você continua sem tomar cerveja?
– Encarei quatro Brahmas na última sexta. Ou seja, não.
Negro Gato e Pérola Negra resumem qualquer participação do Luiz Melodia.
Ad nauseam.
Adotando calça jeans e camisa branca, as personagens de Sex and the City resolveriam-se no primeiro episódio. Aquele visual espanta qualquer testosterona.
À medida que reconheço papéis diante dos constantes tropeços impingidos por 2008, congratulo-me por não atribuir culpas sob a extensa poeira dos meses corridos. Calejado e afinado, é o que tiro do Ano – e não é pouco.
Globo.com, 16 de Dezembro: Casal de pingüins gays é ‘expulso’ de zoológico por roubar ovos – Após protestos, zoológico chinês decidiu dar dois ovos ao casal.
Fácil demais.
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