Você sabe direitinho quando o vocabulário pertence à pessoa. Lembra aqueles estudantes de direito, que, de uma hora pra outra, assumem um verbo que não lhes condiz naturalmente.
Às pressas e estressado, como sempre, apresentei ontem o trabalho de conclusão da Pós em Animação da PUC, a primeira turma do paÃs. Animus Necandi, o meu “filme tipográfico”, entra agora em pós-produção – ajustes diversos e reza forte – para estrear em tantos quantos festivais for acolhido.
Assistam.
– Vocês vão para o EdifÃcio Argentina?
– Quase. Seria algo como o “EdifÃcio Guatemala”.
E se o juiz de uma luta levantasse o braço errado, ao final?
Pilotar um Concorde que usa garras (!?) para enganchar no dique de Três Gargantas, na China, onde sua bela acompanhante o convence a não detonar uma bomba – termonuclear – de 20 Megatons. E esse foi apenas o final do sonho.
Vai ser difÃcil barrar, ou pelo menos lembrar de outro desse quilate tão cedo.
Se a rivalidade intermunicipal é uma constante, que sejam também o senso e o censo de ridÃculo.
Você pega duas famÃlias, a Lima e a Jackson.
Você vê a diferença que a surra faz.
Lá se vão alguns anos do encontro inusitado, por conta de uma colega intérprete da dupla japonesa no mundial de vôlei de praia, onde, entre uma ou outra curiosidade internacional, a resposta de um dos jogadores sobre a música preferida parecia sugerir a tendência:
– “Eu gosto daquelas nas vozes de mulheres.”
O tempo fez sua trilha, mas agora eu entendo.
Todo Outdoor – principalmente o tradicional, mal impresso, mal colado – joga em nossa cara a invasão desnecessária do espaço público, emporcalhando quase que democraticamente a cidade.
Esse negócio de admirar o visual Times Square, inclusive, é de dar dó. Não se vê mais que um sinal de pobreza visual, onde a medida de propaganda denota a baixa qualidade urbana.
Vale rezar pelo sumiço da mÃdia jeca.
Groo continua traduzindo, em sua quase totalidade, as lutas de espada no cinema.
“Excelente.”
“O sucesso desse filme não é por acaso!”
“Uma aventura para toda a famÃlia!”
Alguém já prestou atenção nas supostas crÃticas que acompanham cartazes e capas de filme? Nem o cronista obscuro pode levar a sério uma impressão de seu relato.
Nem eu.
E esses médicos, professores, psicólogos, tantos outros que desmarcam sessões inesperadamente, sem contrangimento e prejuÃzo, cobrando, por sua vez, um compromisso monetário daquele pobre otário, para qualquer ausência que não a comunicada com alguns dias?
Deixa quieto.
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