9/03

Você sabe direitinho quando o vocabulário pertence à pessoa. Lembra aqueles estudantes de direito, que, de uma hora pra outra, assumem um verbo que não lhes condiz naturalmente.

Às pressas e estressado, como sempre, apresentei ontem o trabalho de conclusão da Pós em Animação da PUC, a primeira turma do país. Animus Necandi, o meu “filme tipográfico”, entra agora em pós-produção – ajustes diversos e reza forte – para estrear em tantos quantos festivais for acolhido.

Assistam.

8/03

– Vocês vão para o Edifício Argentina?
– Quase. Seria algo como o “Edifício Guatemala”.

E se o juiz de uma luta levantasse o braço errado, ao final?

7/03

Pilotar um Concorde que usa garras (!?) para enganchar no dique de Três Gargantas, na China, onde sua bela acompanhante o convence a não detonar uma bomba – termonuclear – de 20 Megatons. E esse foi apenas o final do sonho.

Vai ser difícil barrar, ou pelo menos lembrar de outro desse quilate tão cedo.

6/03

Uma sala vazia, duas pessoas. A primeira boceja.

5/03

Se a rivalidade intermunicipal é uma constante, que sejam também o senso e o censo de ridículo.

4/03

Você pega duas famílias, a Lima e a Jackson.

Você vê a diferença que a surra faz.

3/03

Lá se vão alguns anos do encontro inusitado, por conta de uma colega intérprete da dupla japonesa no mundial de vôlei de praia, onde, entre uma ou outra curiosidade internacional, a resposta de um dos jogadores sobre a música preferida parecia sugerir a tendência:

– “Eu gosto daquelas nas vozes de mulheres.”

O tempo fez sua trilha, mas agora eu entendo.

Todo Outdoor – principalmente o tradicional, mal impresso, mal colado – joga em nossa cara a invasão desnecessária do espaço público, emporcalhando quase que democraticamente a cidade.

Esse negócio de admirar o visual Times Square, inclusive, é de dar dó. Não se vê mais que um sinal de pobreza visual, onde a medida de propaganda denota a baixa qualidade urbana.

Vale rezar pelo sumiço da mídia jeca.

2/03

Groo continua traduzindo, em sua quase totalidade, as lutas de espada no cinema.

“Excelente.”

“O sucesso desse filme não é por acaso!”

“Uma aventura para toda a família!”

Alguém já prestou atenção nas supostas críticas que acompanham cartazes e capas de filme? Nem o cronista obscuro pode levar a sério uma impressão de seu relato.

Nem eu.

E esses médicos, professores, psicólogos, tantos outros que desmarcam sessões inesperadamente, sem contrangimento e prejuízo, cobrando, por sua vez, um compromisso monetário daquele pobre otário, para qualquer ausência que não a comunicada com alguns dias?

Deixa quieto.

« Página Anterior Próxima Página »
 

Powered by WordPress