Biográfico.
Observar o inÃcio de cada último ciclo qüinqüenal é certeiro, em se tratando de uma avaliação pessoal da fragilidade etária. Prefiro não imaginar quais constatações me aguardam aos 35.
Eu queria muito fotografar uma faixa presa à porta do INES: PARABÉNS COMUNIDADE SURDA!
Ou então colocar uma do outro lado da rua: HEM?
São eventuais e rarefeitos os momentos verdadeiramente felizes, e no geral eu vivo uma grande tristeza há alguns anos. Os perÃodos desgraçadamente penosos pedem por uma companhia, o tal ombro amigo ainda sem batismo. A esperança e a melancolia persistem, como o peso.
Só agora reparei no letreiro da Contax encimando o antigo prédio-sede da Mesbla. O Passeio Público merecia mais.
– Você tem certeza de que isso vai dar certo?
Quatro impulsos de espirro que não se concretizam. Que aflição, que aflição.
Repare quantas câmeras de segurança – reais ou não – há no Bracarense. Contei nove, pelo menos.
O sujeito passa uma boa parte da noite reclamando da vida de professor e da falta de ânimo e disposição, para depois você ouvir, dos alunos, que se trata da pior aula do curso. Na dúvida, vale a maioria.
São os marginais cariocas invadindo quartéis, os padres pedófilos pelo mundo, as potências militares e as organizações internacionais atropeladas… o grande favor histórico deste século pode ser nivelar e desmistificar as instituições, abrindo espaço para algo que mereça.
O problema da humanidade é mãe: a falta e o excesso de.
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