TA ADD!!! é o meu ovo. Direito.
Pode até não ser verdade, mas eu levo fé na história repassada pelo Marcelo: Riroca, uma das filhas da Baby – na época – Consuelo, ganhou de seus colegas de colégio o singelo apelido de Raralho.
Quem possui blog já convive com os mais insólitos comentários há tempos, gente despejada pelas ferramentas de busca em cima de palavras-chave muitas vezes distantes do objetivo. Quando a circunstância é temperada pelo volume de postagens – que o coloca em centenas de pesquisas – e o analfabetismo funcional, o resultado assume contornos performáticos.
Veja este caso, uma obra em movimento. Foi-se o tempo em que me preocupava em apagar os absurdos; agora já tenho a minha fazenda de formigas.
Alguém mais sente aflição com essas pessoas suspensas em pernas-de-pau? Eu não consigo deixar de reparar naqueles tênis minúsculos.
Ouvi que os cachorros instintivamente atacam o pescoço, o que pode esclarecer a preferência dos garotões lutadores pelo PitBull: o dono está imune, afinal.
– Aumenta o contraste da sua foto!
– Vai parecer a marca do WWF.
A gente é capaz de jurar que um dos garçons do Belmonte do Leblon anda pensando no carro, pela forma prolongada como limpa a mesa. Mas isso não importa. Assustador é quando o mesmo rapaz aponta para o seu sócio e o reconhece de outro bar, 13 anos atrás. Eu disse treze.
Eu não sei o que dizer, ou em quem bater.
E quando alguém se destaca negativamente, e de tal forma, que eleva a sua impressão com relação aos outros?
A tendência é assistirmos a nossa profissão como incompreendida, entre as piores e mais sofridas, numa tal verdade que escapa aos olhos alheios. Naturalmente, as distorções vão contrárias ao tempo de cada um, pela própria natureza da nossa imaturidade. E há como piorar, veja: numa comunidade de ex-funcionários do fast food, no Orkut, a molecada reserva no discurso um sem-número de confissões quanto ao comprometimento deliberado da higiene, desde os prosaicos alimentos reaproveitados, até as sobras corporais que seguem nos pedidos vingativos.
Não nos faltam exemplos de maus profissionais em qualquer modelo. E se todos buscássemos a pequena vingança, uma satisfação passageira replicada em nossos pares e no volume considerável de aplicações intantis, essencialmente babacas? Na interdependência das carreiras, essa dimensão leva à barbárie. E não ache que, comparando a hoje, não possa piorar.
A discussão é vasta, abordando a má formação social e profissional, as perspectivas e quaisquer outros combustÃveis do recalque. É é ali, inconformado pela pequenez sem foco, que o objetivo elege o inimigo mais fácil, muitas vezes sem vÃnculo. Atira-se primeiro. E assim vamos levando a vida, acendendo velas a Darwin.
No caso da lanchonete, o que de bom fica é a repulsa necessária à moderação. O corpo agradece.
Há já algum tempo, venho deixando o teclado e o mouse desconectados ao me ausentar durante uma faxina. Questão de sobrevivência: esquecendo, encontro a máquina com diversas janelas e programas ativados, e sabe-se lá quais alterações em curso.
Eu só aceito o Gil no governo carioca se ele empregar a filha no combate à criminalidade.
Dona Flávia Cintra tem a desfaçatez de me dizer que nunca sentiu cheiro de maconha, ou ouviu um tiro.
Ah, por favor.
Como transtornado e carioca, e como carioca-transtornado, eu fico até ofendido.
Eu, se mulher, teria vergonha e raiva dessa presepada.
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