É uma ausência fÃsica em certo ponto, e um comprometimento da própria amizade, a percepção daqueles outrora interessantes, atrofiados pelo cotidiano profissional.
A Declaração dos Direitos do Homem poderia referir-se também à preguiça.
Dela, quero os braços a me afagar em silêncio enquanto as peles trocam.
Não estranharia, em breve, dois pontos de webcam em um chat tridimensional.
A representação de fotógrafos, câmeras e jornalistas reunidos jamais é fiel. Deve ser implicância.
– Queria aprender roteiro.
– Vamos fazer um curso?
– Há uma oficina dentro do Festival de Curtas; de repente eu aproveito.
– Ah, que delÃcia. Faça isso.
– O investimento na escrita é um pensamento cÃclico, sempre relacionado a equilibrar as energias e diluir a decepção para com a profissão atual.
– Eu acho que você deveria mesmo, já que suas cápsulas de texto são geniais. E por que a desilusão?
– Mesmo que não exista o ideal, é perigoso acumular aspectos contrários, perdendo a confiança no ambiente, nas pessoas e na metodologia, se é que já os considerei a contento. Se o idealismo atrapalha para com a adaptação, também previne a mediocridade inconsciente. Pode tudo, menos continuar. E, como o Blog é o grande elemento autêntico destes anos recentes, minha oficina de redação, penso em aprofundar a experiência.
– A solidão deixa a gente assim, também. Fica tudo chato e sem sentido e blá blá blá.
– E nisso entra a “Elesboa” para equilibrar. Sendo uma pessoa de poucos e precários relacionamentos, é importante recuperar um outrotra obscuro “eu”.
– Eu tomei uma porrada violenta há uns meses e resolvi ligar o modo refratário, aprender a ser emocionalmente auto-suficiente etc e tal. Até dá. Só que é… vazio.
– Acho que não passei por isso, até por ser emocionalmente imaturo (bom, sou homem).
– Ahahahahahaha
Parasitas ideológicos desenvolvem-se linearizando processos distintos de vivência.
Todo remendado e com o adesivo dos caroneiros, o fusca da loura exuberante parecia um trailer cinematográfico em movimento.
Estouro de flash fotográfico empobrece.
– Sou muito folgada para uma baixinha.
– Qual não é?
– DifÃcil não escutar duas mulheres ao lado. Uma, sarcástica, refere-se aos biquÃnis da Blue Man pelo tamanho exÃguo.
– Eu adoro, não mais que os da Salinas, claro.
– “Não sou como essa modelo”, apontando para o catálogo.
– Ela não pesa 45?
– Você quer que eu pergunte e inicie a guerra?
– Ahahaha quer morrer? Arrumar uma inimiga?
– Se pesar menos, briga pela insinuação superior; igual, por estar duvidando; e, maior, pela frustração.
– Garoto esperto.
O tamanco excessivo faz a mulher andar como o Frankenstein.
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