Espiralado, o tempo é preciso, e agora a Varig joga a toalha e toda a roupa de cama. Não serão as questões judiciais e as eventuais indenizações governamentais que trarão a companhia para a velocidade de cruzeiro. É a gestão temerária, a pesada estrutura e um histórico monopolista que despencam sem grande mistério.
Deve ter ex-funcionário da Panair rindo à toa.
Fosse bairrista, arrumaria argumentos em demasia, em nome da base operacional carioca, mas não posso atropelar a economia de mercado. Se a União errou tantas vezes em crises similares, é hora de seguir os livros, incluindo a punição dos responsáveis. E que todos sobrevivam sob a legalidade, ainda que hipotética.
E, se dizem que a Varig é “a cara do Brasil”, tudo isso parece pertinente.